quarta-feira, 26 de julho de 2017

Gov. Mangabeira : Prefeito vai à Câmara prestar contas sobre restos a pagar

Foto e Reportagem : AGECOM/PMGM
Demonstrando, mais uma vez, a sua disposição em dialogar com a população, o prefeito Marcelo Pedreira participou da última Sessão na Câmara Municipal, no dia 24, para dar informações e esclarecimentos acerca dos restos a pagar e dos débitos milionários deixados pela gestão anterior. Ele afirmou que fez questão de ir pessoalmente pelo respeito que tem pelo Poder Legislativo e se colocou à disposição para ir à Casa sempre que necessário.

Durante a sua fala, o prefeito deu informações técnicas e explicou alguns aspectos legais que regem o pagamento de despesas do Município, lembrando que tudo deve ser feito com cuidado e responsabilidade, respeitando os prazos e determinações estabelecidos pelas Leis. Sobre os restos a pagar, Marcelo esclareceu que todos os inscritos nos restos a pagar receberão seus respectivos valores, lembrando que a Prefeitura tem até o final da gestão (2020) para fazer os pagamentos e que as negociações feitas com cada fornecedor estão dentro da legalidade.
Uma das questões que tem causado polêmica, em relação à misteriosa COOPERBA, também foi tocada pelo prefeito. Ele destacou que nunca foi procurado por nenhuma pessoa que tenha feito parte da cooperativa e que só fará o repasse mediante apresentação da folha de pagamento com os nomes das pessoas que devem receber. Marcelo afirmou ainda que os recursos não estão sendo consumidos, estão guardados para fazer o pagamento assim que tudo for esclarecido.
O prefeito também desconstruiu a afirmação de que foram deixados mais de 2 milhões nos cofres municipais pela gestão passada, pois a maior parte destes recursos não pode ser utilizado livremente, mas está vinculado ou pertence a convênios. Usando o exemplo do calçamento das ruas do Loteamento Juca Dias, ele esclareceu que, além do valor que já estava disponível em convênio, o Município teve que entrar com uma contrapartida, pois as extensões das ruas a serem calçadas ultrapassavam o que estava previsto no projeto.
Além disso, o rombo deixado no município foi grande, ultrapassando os 12 milhões em débitos com empresas como Embasa, Coelba, Oi, entre outros fornecedores, além de dívidas trabalhistas, com a Previdência e diversas outras com fornecedores de todos os setores e que não estão inscritas nos restos a pagar, o que tem afetado fortemente as finanças do Município, já que todos os débitos estão sendo renegociados para que a cidade não fique sem os serviços essenciais.
Outro grande prejuízo, que impactou diretamente na vida de agricultores familiares, foi a perda do convênio do Garantia Safra para o ano de 2017, pois um débito do ano passado não foi pago. Com isso, muitos produtores que pagaram regularmente suas taxas deixaram de receber o benefício e passaram por dificuldades.
Marcelo ressaltou também que não levou as informações no intuito de fazer críticas pessoais, mas para deixar a população a par da real situação econômica do município, o que pôde ser comprovado com os números e documentos apresentados. “Me sinto feliz em dizer que, nesses seis meses, conseguimos recuperar a credibilidade do município. Não conseguimos ainda tirar todas as pendências da nossa cidade do CAUC, uma espécie de SERASA do setor público, porque ainda precisamos resolver o débito milionário com o INSS, o que nos incomoda muito. Mas estamos trabalhando duro para que esta realidade mude em breve”, garantiu.

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