sexta-feira, 15 de julho de 2016

"Resistência popular contra ataque de Temer a direitos vai crescer" Disse Vagner Freitas

"Nós vamos construir a greve geral", disse nesta sexta-feira (15) o presidente da CUT, Vagner Freitas, durante seminário em defesa da Previdência promovido pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Mais do que decidir uma mobilização "por decreto", o representante dos trabalhadores considera o sentido coletivo da greve, como instrumento inevitável frente ao ataque a direitos pretendido pelo governo interino de Michel Temer. "A greve geral vai acontecer. É o descaso de Temer, e uma hora sai a greve para fazer o enfrentamento necessário", afirmou.

No seminário, Freitas lembrou que esteve em viagem com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Nordeste nesta semana, e que, diante dos ataques que tem recebido desde a condução coercitiva à Polícia Federal, em março deste ano, Lula está com "tesão" de disputar eleições. Lembrando números de pesquisa Vox Populi, Freitas disse que o ex-presidente tem 42% de preferência do eleitorado no Nordeste.
Mas ele também afirmou que com a desqualificação do debate político empreendida pela mídia tradicional, a extrema direita vem crescendo "de maneira estrondosa", um fenômeno que ocorreu em países como França e Grécia. Freitas disse também que o Brexit – a saída da Grã-Bretanha da União Europeia – é sobretudo expressão do conservadorismo, "do preconceito contra imigrantes".
Sobre a reforma da Previdência Social almejada por Temer, Freitas considera que "tem tudo a ver com o golpe. Ela (Previdência) se coloca no papel do Estado que queremos construir. Não é uma questão de receita e despesa. Quem não acredita em Estado protetor da sociedade? Só quem não acredita em democracia, em solidariedade", indagou.
Para o dirigente, ao pretender propor uma idade mínima maior para a aposentadoria, "o governo interino quer que as pessoas morram antes de se aposentar. Não podemos fechar os olhos que nos anos 1960, 1970 as pessoas morriam mais cedo, mas agora elas serão punidas por terem mais qualidade de vida e viverem mais?", questionou.
Fonte: RBA

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