terça-feira, 3 de novembro de 2015

Bahia : Policia do Governo do Estado prende mais um Sindicalista

Na noite de ontem, a Policia Militar do Governo da Bahia prendeu mais um sindicalista que estava em uso de suas atividades sindicais, o Coordenador Geral do Sindipetro Bahia, Deyvid Bacelar.
Ainda neste ano, outras arbitrariedades a exemplo de uso excessivo de poder e truculência, a politica do Governo do Estado permitiu que uso da força da Policia Militar na greve dos Servidores da CERB e, outros dois Sindicalistas foram presos , Edson Conceição e Ana do Sindilimp Bahia quando defendiam os trabalhadores terceirizados em uma Escola Estadual no bairro do Comércio em Salvador.

" Estendemos nossa solidariedade ao companheiro Deyvid Bacelar e a todos os companheiros que são vítimas de atrocidades iguais a essas; não podemos permitir que em um governo " nosso" os trabalhadores sejam tratados como marginais; sabemos do compromisso do Deyvid Bacelar e de toda sua diretoria, por isso, exigimos retratação também por parte de representantes do Governo do Estado para que isso não se torne praxe" Comenta Derlan Queiroz (Secretario de Relações do Trabalho da CUT Bahia e Dirigente do Sindalimentação/Bahia). " Não podemos simplesmente atacar a instituição Policia Militar e isentar os responsáveis por ela; Um verdadeiro líder precisa ter comando e saber o que está acontecendo dentro de sua casa; não é possível que fatos iguais a estes continue fazendo parte do nosso cotidiano e o Governo continue inerte" Crava o Sindicalista.
De acordo o site da FUP, a Gerência Geral da Refinaria Landulfo Alves (Rlam) cometeu na madrugada desta terça-feira, 03, um atentado contra a organização sindical petroleira. Com o objetivo de intimidar e de deter a greve da categoria, o gerente  mandou prender o representante dos petroleiros no Conselho de Administração da Petrobrás, Deyvid Bacelar, que é também coordenador do Sindipetro Bahia.

A prisão arbitrária e ilegal ocorreu na refinaria, onde várias ações intimidatórias e truculentas estão ocorrendo. Desta vez, o alvo a ser atingido era o conselheiro eleito. Sob orientação do gerente da Rlam, que identificou Deyvid entre os trabalhadores e militantes que estavam no local conduzindo a greve, a Polícia Militar, que ocupa a refinaria desde domingo, partiu para a truculência, jogando as viaturas contra os petroleiros.
Deyvid e outros dirigentes do Sindicato tentaram resolver o conflito, quando foram surpreendidos pelos policiais, que acusaram os sindicalistas de desacato, numa clara armação para deter o representante dos petroleiros no CA da Petrobrás. Os policiais deram voz de prisão para os trabalhadores e também prenderam o fotógrafo, que registrava a arbitrariedade e teve seu equipamento apreendido.
Eles  foram levados para a delegacia de São Francisco do Conde, onde não havia delegado de plantão, e foram liberados, após ficar evidente a arbitrariedade e ilegalidade da prisão. Deyvid e os outros dois trabalhadores se dirigiram para uma outra delegacia, onde prestaram queixa contra a armação dos policiais, que, a mando da gerência da Rlam, chegaram a agredir o conselheiro eleito e danificaram a máquina do fotógrafo.
A gravidade desses acontecimentos remete aos tempos da ditadura militar. Além de atentar contra a liberdade sindical, a arbitrariedade ocorrida na Rlam é mais uma prova de que as gerências da Petrobrás agem como bem querem, sem qualquer preocupação com a lei. A prisão do conselheiro eleito pelos trabalhadores só demonstra o despreparo dos representantes da empresa para lidar com situações de conflito. Os que combatem a greve com ações truculentassão os mesmos que estão à frente do processo de negociação. Arbitrariedades e práticas antissindicais não serão toleradas pelos petroleiros. A resposta da categoria é intensificar a greve.

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