sábado, 31 de janeiro de 2015

Desemprego em dezembro cai para 4,3%, o menor índice da história

A taxa de dezembro da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou 0,5 ponto percentual abaixo da que foi registrada em novembro, e também aquém da mediana das expectativas em pesquisa da Reuters, de 4,6 por cento.
Com isso, a taxa média de desemprego do ano passado ficou em 4,8 por cento, também marcando o menor nível histórico, abaixo dos 5,4 por cento vistos em 2013.O desemprego brasileiro caiu a 4,3 por cento em dezembro e igualou a mínima histórica, mas a principal razão para isso foi a menor procura por trabalho.
Em um ano em que  a imprensa critica tanto  a economia brasileira a taxa de desemprego fechou 2014 em 4,8%, o menor nível desde 2003, início da série histórica do IBGE. Em 2013, fora de 5,4%.

A pesquisa mostrou ainda que o rendimento médio real dos trabalhadores deu um salto de 33,1% entre 2003 e 2014, o equivalente a R$ 522,85. Passou de R$ 1.581,31 no primeiro ano do governo Lula a R$ 2.104,16 em 2014. Os empregados domésticos registraram alta ainda mais expressiva: 69,9%, a maior entre as diferentes atividades.

E, pelo quinto ano consecutivo, o rendimento médio real dos trabalhadores na Região Metropolitana do Rio de Janeiro superou o de São Paulo. Em 2014, o Rio teve renda de R$ 2.346,50, alta de 2,6% frente a 2013. Em São Paulo, cresceu apenas 0,2%, para R$ 2.192,43. No total das seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, a renda média foi de R$ 2.104,16, alta de 1,6% frente a 2013.

Em 11 anos, o rendimento no Rio teve um forte avanço. Em 2003, aos R$ 1.572,00, era 0,6% inferior à média das seis regiões (R$ 1.581,31). Em 2014, ficou 11,5% acima.

Em dezembro, o taxa média de desemprego do país ficou em 4,3%, também a menor da série histórica. Isso se deveu à combinação de um mercado de trabalho que parou de gerar vagas com a queda na busca por emprego. A média da população ocupada recuou em 29 mil, passando de 23,116 milhões em 2013 para 23,087 milhões de pessoas em 2014. Já a força de trabalho recuou de 24,443 milhões para 24,263 milhões de pessoas.

- A redução da desocupação ao longo de 2014 foi fundamentalmente provocada pela retração na procura por trabalho. Por outro lado, a ocupação não expandiu - afirmou a técnica da Coordenação de Trabalho do IBGE, Adriana Araujo Beringuy.

Neste cenário, viu-se aumento da inatividade, ou seja, das pessoas que estão fora do mercado de trabalho e não buscam vagas. A média em 2014 foi de 19,068 milhões de pessoas, alta de 3,7% frente aos 18,382 milhões em 2013, o maior patamar da série histórica. Em dezembro, eram 19,310 milhões de pessoas. Destas, 91,2% não gostariam de trabalhar. Apenas 0,05%, ou 9.944 pessoas, estariam em desalento, ou seja, deixaram de buscar trabalho após seis meses de procura.

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