sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Sindipetro/Bahia : Marginais invadem UPGN, roubam e fazem três operadores reféns. Em protesto, trabalhadores paralisaram atividades


Em protesto contra a crescente onda de assaltos e roubos nas unidades da Petrobrás, o Sindipetro Bahia e os trabalhadores diretos e terceirizados realizaram uma mobilização na manhã desta quinta-feira,12. A rendição do turno foi cortada e todos os trabalhadores do adm da OP-CAN, EVF e UPGN retornaram para suas casas. Participaram também do ato representantes do Siticcan, Metalúrgicos de Feira de Santana, Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Alimentação, Sindimetropolitano e dirigentes da CUT Bahia. Houve também paralisação em Taquipe.

Os trabalhadores se sentem inseguros e revoltados com o que vem acontecendo e relataram o terror vivido por três operadores na madrugada da quarta-feira, 11, quando sete bandidos encapuzados invadiram a UPGN, e roubaram armas e coletes da segurança contratada. Os bandidos fugiram a pé levando os dois operadores como reféns, libertando-os posteriormente em um matagal, com ferimentos leves. Eles ainda roubaram dois televisores novos que seriam usados no CFTV. Neste mesmo dia, no final da noite, um veículo da Prosegur foi tomado de assalto no Trevo de Pojuca. Os assaltantes levaram armas e coletes.

A diretoria do Sindipetro Bahia vem há muito tempo denunciando esta situação, realizando mobilizações e reivindicando o aumento do efetivo operacional nestas áreas, assim como um plano eficaz de segurança. Durante o ato de protesto foram tiradas algumas reivindicações que serão levadas à gerência da UO-BA. O sindicato e trabalhadores reivindicam o seguinte:

- Reforço imediato dos postos de segurança nestas áreas.

- implantação de mais rondas até que as medidas de melhoria da segurança debatidas na comissão (criada após a greve por segurança) sejam efetivadas. 

- Comprometimento da direção da Petrobrás em fazer uma cobrança mais efetiva junto aos poderes públicos para melhorar o policiamento nestas áreas.

O Sindipetro Bahia, com o apoio da CUT Bahia, está tentando agendar em caráter de urgência uma reunião com o Secretário de Segurança Pública da Bahia, Mauricio Barbosa, para pedir mais agilidade da PM nesta questão. Para o diretor do Sindipetro Bahia, André Araújo, o agravamento da situação é consequência da redução do efetivo da segurança patrimonial orgânica. Ele lembra que um trabalhador já morreu vitima dos assaltantes e teme que outras mortes aconteçam. Araújo informa que em menos de três meses já foram registrados os roubos de oito armas e 11 coletes e nos últimos cinco anos a informação é de que já foram roubadas cerca de 50 armas dos postos de vigilância das unidades da Petrobrás.

Para o Sindipetro Bahia já ajudaria muito se a Petrobrás, que tem convênio com a Companhia Independente de Policiamento Especializado (CIPE), para prestar apoio às unidades industriais (Petrobrás e Pólo de Camaçari), parasse de acionar a CIPE para acompanhar os movimentos reivindicatórios da categoria no Trevo da Resistência e a direcionasse para o que de fato importa: fazer rondas nas áreas vulneráveis da empresa.

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