segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Novembro Negro : Novembro para promover a igualdade racial


Brasília – O Ministério Público do Trabalho (MPT) realiza em novembro campanha de conscientização e reflexão sobre os desafios para a efetivação da igualdade racial no Brasil. Durante todo o mês – em comemoração ao dia consciência negra, celebrado dia 20 – serão abordados quatro temas: raça e racismo, violência contra negros, discriminação no ambiente de trabalho e cotas raciais. A campanha será divulgada nas redes sociais, TV aberta e rádio.

“A importância da campanha é dar visibilidade à questão racial no Brasil e a sua repercussão nas condições socioeconômicas da população negra e parda. Também queremos esclarecer sobre os mecanismos legais pensados para a modificação dessa realidade, como as cotas raciais”, afirma a procuradora Regional do Trabalho Adriane Reis de Araújo, coordenadora da campanha do mês da consciência negra.
O primeiro tema – debatido entre 3 e 8 de novembro – procura enfatizar o conceito de raça, evitando a relação errônea da raça como sendo somente o caráter exterior (visível) de determinados grupos étnicos. “Embora a palavra racismo esteja ligada à raça, o conceito hoje é mais amplo, abrangendo todo tratamento discriminatório em decorrência de características de cor de pele, raça, religião, etnia ou procedência nacional”, argumentou a procuradora.

Na segunda semana (10 a 16), o enfoque será dado ao problema da violência contra negros. Um estudo deste ano realizado pelo Núcleo de Estudos Populacionais da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), junto à população negra de 15 a 29 anos, revela que o risco de um negro ser assassinado na periferia de Brasília é até 15 vezes maior do que o de uma pessoa não negra. A pesquisa levou em conta a área metropolitana de Brasília, que abrange o DF e 12 municípios limítrofes.

Entre os dias 17 e 23, a temática é a discriminação no ambiente de trabalho. Por fim, entre os dias 24 e 30, serão debatidas as cotas raciais. A ideia é esclarecer a população sobre a importância de mecanismos de políticas afirmativas como forma de garantia de igualdade de oportunidades, seja por meio de cotas para o ingresso em entidades de ensino superior, seja pela reserva de um percentual aos concorrentes de concursos públicos.

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