segunda-feira, 28 de julho de 2014

Plenaria Nacional da CUT: Com debates sobre paridade entre gêneros e renovação sindical, Central dá início a encontro.


Os coletivos que compõem a estrutura da CUT reúnem-se nesta segunda-feira (28), primeiro dia da 14ª Plenária Nacional, para afinar as estratégias de luta em defesa dos pontos que consideram estratégicos. 

Logo no início da manhã, o que deveria ser uma reunião reduzida do coletivo das trabalhadoras, tornou-se um grande encontro com mais de uma centena de cutistas. Exemplo da capacidade de mobilização e de participação. A expectativa é que ao menos 43% das pessoas que participam da Plenária sejam do sexo feminino.

De acordo com a secretária de Mulheres da CUT, Rosane Silva, o objetivo principal das delegadas neste encontro é potencializar a luta por paridade, aprovada no 11º Congresso da Central, em 2012.
“O momento é de articular e mostrar ao conjunto de dirigentes que as mulheres têm protagonismo, acúmulo político e programático, e estão preparadas para ocupar os espaços de poder”, afirmou
Calendário de lutas – O encontro também discutiu as ações de 2015, um ano de intensa mobilização para as trabalhadoras. No mês em que comemoram o Dia Internacional da Mulher, as cutistas também promovem entre os dias 13 e 15 de março um encontro nacional com duas mil militantes para discutir a implementação da paridade nas direções nacional e estaduais da CUT.
Nos meses seguintes acontecem duas marchas: no dia 13 de maio, a Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo, Violência e pelo Bem Viver, e em agosto, ainda sem data definida, a Marcha das Margaridas.Coordenadora da manifestação
Coordenadora da ação contra a discriminação racial que terá a Central como uma das parceiras, Kika Silva, destacou a importância da manifestação para avançar sobre o racismo institucionalizado no país.
“A partir de 2003, tivemos avanços como a criação das políticas de cotas, mas as mulheres que têm acesso ao ensino universitário, à qualificação, quando chega ao marcado de trabalho, ouvem que não se enquadram no perfil da empresa porque conta da sua cor e do gênero. É a forma que o capitalismo encontrou para substituir a antiga exigência pela chamada ‘boa aparência”, definiu.

Perfil da juventude trabalhadora
Dificuldade em renovar as direções das entidades sindicais e, consequentemente, em ocupar os espaços da CUT e atrair o jovem para participação no movimento sindical. Esta foi a conjuntura exposta pelos dirigentes que participaram da Plenária Nacional da Juventude cutista.
A CUT considera como parte da juventude trabalhadora todos aqueles e aquelas com idade até 35 anos. Por este recorte, a juventude representa 11% do total de dirigentes da Central, segundo informações de 2014.
Considerando a Executiva Nacional da CUT, a participação recua ainda mais, para apenas 8%. Sobre os dirigentes das CUTs Estaduais, os jovens representam 11,2%.
Estes dados constam na 3ª edição da revista da Juventude da CUT cuja temática é “as negociações sindicais no campo e na cidade”. A publicação será lançada na noite desta terça-feira (29).
Alfredo Santos Jr., secretário nacional de Juventude da CUT, ressalta que são poucas as negociações coletivas que possuem cláusulas relacionadas à juventude e, mesmo assim, não apresentam nada diferente da legislação vigente.
A partir deste cenário, a publicação da Secretaria Nacional de Juventude da CUT propõe cláusulas para a negociação coletiva no tema de juventude, como a aplicação da Convenção 140 da OIT (licença remunerada para estudos), e a determinação de pagamento de salário igual para trabalho igual, independente da idade.
Propostas para ampliar a participação dos jovens – Na última reunião do Coletivo Nacional de Juventude, realizada no primeiro semestre deste ano, aprovou-se duas emendas encaminhadas pela Secretária de Juventude da CUT à Plenária Nacional.
As emendas aditivas que propõem mudanças no parágrafo 40 do Estatuto da CUT versam sobre o estabelecimento de um limite para que cada dirigente da CUT Nacional e das Estaduais da CUT possa exercer, no máximo, dois mandatos na mesma Secretaria e a idade máxima de 35 anos no ato da posse para o dirigente que assumir a secretaria de juventude da CUT Nacional e das Estaduais.
“Ampliamos nossa atuação em espaços externos, como por exemplo, no Conjuve (Conselho Nacional de Juventude), mas ainda temos dificuldade em estabelecer o debate para dentro da CUT”, analisou Alfredo.  
As emendas vão a voto na tarde desta quarta-feira (30).

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