sexta-feira, 18 de julho de 2014

João Ubaldo Ribeiro morre no Rio de Janeiro aos 73 anos

Morto nesta sexta-feira (18), vítima de embolia pulmonar aos 73 anos, em sua casa no Leblon, no Rio de Janeiro, o escritor baiano João Ubaldo Ribeiro, imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), desde 1993, terá corpo velado na sede da ABL e enterrado no mausoléu da entidade, no cemitério São João Batista, como manda a tradição da casa. O enterro ainda não tem data marcada. 
 
O escritor de obras famosas como “Viva o povo brasileiro”, “Sargento Getúlio”, “A arte de roubar as galinhas”, “O sorriso dos lagartos” e “A casa dos budas ditosos”, era membro também da Academia de Letras da Bahia (ALB), empossado em 2012. João Ubaldo tinha quatro filhos. Dois deles, Bento Ribeiro – ator, comediante e apresentador de TV – e Francisca, frutos de seu casamento com Berenice de Carvalho Batella Ribeiro e outras duas filhas, Emília e Manuela, de união anterior com Mônica Maria Roters.
 
João Ubaldo Osório Pimentel nasceu em Itaparica, no dia 23 de janeiro de 1941, viveu parte da infância em Sergipe. Passou também muito tempo no exterior, em países como nos Estados Unidos – como estudante e, posteriormente, como professor convidado; Portugal – na edição da Revista Careta e na Alemanha – onde publicou crônicas para o jornal Frankfurter Rundschau, além de produzir peças para o rádio. Na década de 1990 fixou-se no Rio de Janeiro e depois voltou à terra natal.
 
Formou-se em direito e fez pós-graduação em administração pública pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), além de ter se tornado mestre em administração pública e ciência política pela Universidade da Califórnia do Sul, mas exerceu a função de jornalista no Jornal da Bahia, Tribuna da Bahia além de contribuir em publicações da Alemanha, Inglaterra, Portugal, São Paulo e Rio de Janeiro.
 
João Ubaldo acumulou diversos prêmios literários, entre eles duas edições do Jabuti (1972 e 1984), como Melhor Autor e Melhor Romance do Ano; Prêmio Anna Seghers (Alemanha, 1996); Prêmio Die Blaue Brillenschlange (Suíça) e Prêmio Camões (1998).
 
Teve algumas obras adaptadas para o cinema e TV, a exemplo de “O Sorriso do lagarto”, adaptado para uma minissérie na Rede Globo e “Sargento Getúlio”, que ganhou as telas do cinema com direção de Hermano Penna e protagonizado por Lima Duarte. Este último foi adaptado também para o teatro, sob direção de Gil Vicente Tavares (afilhado de João Ubaldo), e encenado pelo ator baiano Carlos Betão.

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