terça-feira, 22 de julho de 2014

Camel terá que indenizar em R$ 53 bilhões viúva de fumante que morreu com câncer

A segunda maior fabricante de cigarros dos Estados Unidos foi condenada a pagar indenização de US$ 23,6 bilhões (cerca de R$ 53 bilhões) à viúva de um fumante que morreu de câncer de pulmão. O Tribunal da Flórida ainda condenou o fabricante RJ Reynolds Tobacco Company, que fabrica o cigarro Camel, a pagar mais US$ 16,8 bilhões (R$ 38 bilhões) em danos compensatórios. A viúva, Cynthia Robinson, processou a empresa em 2008 e pediu indenização pela morte do marido, em 1996. A RJ Reynolds vai recorre da decisão por considerar que a sentença extrapola a razoabilidade. O julgamento durou quatro semanas. Os advogados da viúva alegaram que a empresa foi negligente ao não informar os consumidores sobre os perigos do cigarro.
Na ação, os advogados afirmam que Michael Robinson contraiu câncer de pulmão por ser viciado, e que, apesar de tentar largar o vício inúmera vez não conseguiu largar o cigarro. "A RJ Reynolds correu um risco calculado ao fabricar cigarros e vendê-los aos consumidores sem informá-los sobre seus malefícios", afirmou o advogado de Robinson, Willie Gary. "Esperamos que esse veredicto envie uma mensagem a RJ Reynolds e a outras grandes fabricantes de cigarro de modo que elas parem de colocar a vida de pessoas inocentes em perigo", acrescentou o advogado. Caso a decisão seja mantida por tribunais superiores, a indenização será a maior já paga em um caso individual desmembrado de uma ação coletiva na Flórida. Outros casos parecidos resultaram em indenizações menores. A Suprema Corte americana julgou que os fumantes só precisam comprovar que contrariam doença por causa do vício no cigarro para ingressar com um processo pedindo indenização.

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