sábado, 21 de junho de 2014

Convenção do PT confirma oficialmente o nome de Dilma para a disputa à Presidência

Foto : Zuleica de Souza

Dilma argumentou que não é apenas a propaganda que o partido pode fazer na tevê, mas a adrenalina que for capaz de mostrar toda vez que sair na rua. Ressaltou que os governos passados devoraram 60 milhões de empregos,. “Nós não. Nós criamos 11 milhões só no período da crise”, disse. A líder do Executivo também destacou que em administrações anteriores, em época de crise, o país sofreu com o arrocho salarial, aumento das taxas de juros, do desemprego e venda do patrimônio público. "A continuidade que o Brasil deseja é a continuidade das mudanças iniciadas quando Lula assumiu o governo em 2003. O Brasil quer seguir mudando pelas mãos daqueles que mostraram ser capazes de mudar o pais".

Foto : Natália Godoy
Dilma Rousseff encerrou o discurso com uma mensagem de esperança. "Com a presença e a fé do nosso povo, nós vamos vencer de novo", declarou. 
Primeiro a discursar, Rui Falcão saiu em defesa de Dilma, que foi hostilizada pela torcida brasileira no jogo de abertura da Copa do Mundo. “Os xingamentos, diante de chefes de Estados, de crianças e de famílias, deveriam envergonhar quem os proferiu. Infelizmente, tiveram guarida entre adversários, que sonharam tirar proveito eleitoral da falta de educação de uma certa elite”, atacou Falcão.  
Michel Temer mostrou dados de que o crescimento da classe AB aumentou de 7,6% para 12,5%, ao ressaltar que o governo de Dilma foi “para todos os brasileiros”. "Vamos parar com essa de que foi um governo para determinada classe. Foi um governo para todos os brasileiros, para o Brasil crescer, e foi o Brasil que cresceu que vai eleger a Dilma”, defendeu. Ele também disse ser uma honra para o PMDB estar ao lado da presidente. “Dizem que temos muito tempo de televisão. Mas todo tempo é pouco para mostrar o que fizemos por esse país”.

Convidado como dirigente de partido aliado, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, foi vaiado pela plateia de petistas. Ele afirmou que na convenção do partido, marcada para quarta-feira (25/6), deve ratificar aliança com Dilma Rousseff. "Fizemos uma consulta aos diretórios estaduais e Por ampla maioria decidiu-se pelo apoio. A convenção é soberana, mas espero que seja essa a decisão que prevaleça", afirmou Kassab. Em São Paulo, contudo, ele acha difícil uma aliança com o PT. "Estamos afastados, sobretudo na capital. As nossas conversas seguem na linha de uma candidatura própria, ou alianças com PSDB ou, ainda, com o PMDB (Paulo Skaff)", completou o prefeito.

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