sexta-feira, 4 de abril de 2014

Resgatados em navio relatam exploração e humilhação

Os tripulantes resgatados de um navio de luxo relataram, nesta sexta-feira (4), casos de exploração e humilhação que sofreram no trabalho. As circunstâncias das viagens foram contadas em depoimentos prestados na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego da Bahia (SRTE), localizada no bairro da Piedade, em Salvador. Apesar de, em nota, a empresa MSC Cruzeiros negar o ocorrido, o auxiliar de garçom Elianai Vigon (24) disse que foi surpreendido com carga diária de trabalho superior a 11 horas, com horas extras não remuneradas e desvios na função, como ter que lavar refeitórios e janelas para não ser demitido por justa causa. Além disso, segundo Vigon, os profissionais passavam fome ou pegavam comida escondida porque "a comida do refeitório era “indegustável”.  Alguns, inclusive, preferiam comer macarrão instantâneo ao invés do que era servido. "Não tínhamos fogão, mas as torneiras do navio davam opção de água quente ou fria. Então, colocávamos [o macarrão] dentro de luvas e depois colocávamos as luvas dentro da água quente. Asssim fizemos várias vezes", confessou.Já o assistente de camareiro Anderson Matsuura (33), que teria emagrecido cerca de 14 quilos, disse que sua mulher era assediada e os empregados eram obrigados a assinarem filhas de ponto adulteradas. "A companhia não pagava nada de hora extra. A gente também não podia descer [do navio] nas folgas. As pessoas tinham medo de denunciar, de reclamar”, contou. De acordo com Rafael Garcia, procurador do Ministério Público do Trabalho na Bahia (MPT/BA), "foram verificados relatos de jornadas exaustivas, ausência de folgas, ausência de intervalos e agressões às integridades físicas e psíquicas", mas a empresa defende que em águas internacionais a empresa não pode ser guiada por leis nacionais (brasileiras). Informações do G1.

Nenhum comentário:

Postar um comentário