sexta-feira, 28 de março de 2014

Chapada Diamantina : Moradores do Distrito de Cascavel bloqueia rodovia BA 142 em protesto

População do distrito de Cascavel pàra rodovia em protesto na Chapada Diamantina. Durante a manifestação, onde havia três viaturas da Polícia Militar, um carro foi tomado de assalto há poucos quilômetros do local. Moradores afirmam que tem ocorrido pelo menos um roubo cada dois dias centenas de pessoas do distrito de Cascavel, município de Ibicoara (500 km da capital), interditaram a BA-142 durante pelo menos três horas, na tarde desta sexta-feira (21). Os manifestantes, que caminharam por quatro quilômetros no asfalto, exigiam melhoria na Segurança Pública, sinal de celular e de TV aberta e atenção do Poder Público. Com uma população aproximada de 10 mil habitantes, responsável por cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) e quase 80% dos empregos do município, o distrito de Cascavel vem, há pelo menos seis anos, se mobilizando em busca de emancipação política. Não houve registro de qualquer incidente ou conflito, mas na sede do município, há 23 km, grande parte do comércio e das empresas, também os órgãos públicos, fecharam as portas durante a tarde, pois havia o temor de que os manifestantes rumassem para a cidade. Já em Cascavel e suas quatro comunidades vinculadas ao distrito, todos os estabelecimentos comerciais foram fechados ao meio-dia, já que os comerciantes participaram da manifestação.
Como medida ecológica, a organização do protesto decidiu fazer uma passeata no asfalto, ao invés de queimar pneus. A pista foi liberada por volta das 17h30 e chegou a registrar um engarrafamento de pelo menos dez quilômetros (nos dois sentidos), principalmente de caminhões que transportam os produtos agrícolas das diversas fazendas da região (maior produtora de batata inglesa do Norte/Nordeste), também de ônibus que transportam os mais de 3 mil funcionários das fazendas. Em Cascavel, um dos principais polos de produção agrícola da Bahia, estão instaladas, entre outras, as fazendas Bagisa S.A, Progresso , Lavoura e Pecuária Igarashi e a fábrica KNT Hortus (indústria de beneficiamento e congelamento de batata inglesa para fritura). Mesmo com essa concentração de riquezas do agronegócio, a região não dispõe de posto policial funcionando, sinal de telefonia celular, nem mesmo sinal aberto de televisão, que chega apenas para quem tem parabólica ou TV a cabo. “Vivemos sob uma enorme incoerência. Produzimos grande parte da riqueza da Bahia e sequer temos um policial para dar o mínimo de segurança no distrito. Sem contar que o cidadão comum não tem acesso ao básico em comunicação, saúde e diversos outros serviços públicos”, declarou o administrador de empresas Gilmadson Cruz de Melo, 54 anos, que mora há 35 anos em Cascavel. Roubos e furtos são quase diários na região além do Fiat Uno tomado de assalto por volta das 15 horas de ontem, na localidade chamada de Cerqueira (sete km do local do protesto), vários outros roubos e furtos ocorreram nos últimos dias: “A lotérica foi assaltada a mão armada, também o Comercial Casa da Carne, a JC Adubos e Grãos passou por arrombamento e furto, no interior da Fazenda Igarashi houve um assalto com tentativa de estupro contra a esposa de um funcionário, na propriedade do comerciante Jaime Pereira Bispo ladrões mataram um boi e o desossaram no local. São diversas ocorrências que dá pra passar o dia enumerando”, informou o designer gráfico Osvaldo Neto, filho e morador de Cascavel. Ao fim do protesto, o tenente Francisco Sousa, enviado pelo comando da 34 CIPM (Brumado) para liderar o policiamento na manifestação, se reuniu com as lideranças comunitárias e agendou uma reunião para a próxima segunda-feira, em Cascavel, para tentarem buscar soluções para o problema da segurança pública. O ato terminou no escurecer do dia, com a multidão fazendo uma oração na praça central de Cascavel. Informações Brumado Verdade

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