quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Sindalimentação/Bahia apoia LUTA dos Trabalhadores Metalúrgicos da MONDIAL

Desde o início da manhã desta quarta-feira(19) , uma grande mobilização está acontecendo frente a fábrica da MONDIAL na cidade de Conceiçao do Jacuipe.
 Mais de 2 MIL trabalhadores estão de braços cruzados junto com o Sindicato dos Metalúrgicos de Feira de Santana e Região para exigir da empresa seus direitos.
Além dos Metalúrgicos, outros sindicatos filiados à CUT participam da atividade a exemplo do Sindalimentacao - Bahia.
 A Nesta tarde as movimentações continuam e sindicato e trabalhadores estão discutindo neste momento a proposta de fazer uma grande caminhada nas ruas d a cidade para chamar a atenção da sociedade no sentido de ajudar a sensibilizar a dureza que a empresa faz com os trabalhadores.
 O grande estopim foi por conta da empresa propor a redução de benefícios dos trabalhadores.

5 comentários:

  1. Parabéns à ação realizada!
    Os casos de crimes trabalhistas acontecidos na Mondial são notórios ao público em geral. Não é um caso compreendido apenas no ambiente interno da empresa.
    A direção da empresa tem uma visão arcaica em sua metodologia administrativa. Vieram de Camaçari a Conceição do Jacuípe em busca de distância do movimento sindical. É de se esperar que promovam ações para desarticular a greve como, por exemplo, voltar a pagar a P.L. ridícula que depositavam na conta dos seus colaboradores. Desejo sinceramente que os operários agora contribuam financeiramente com o novo e legítimo sindicato, o qual eles nunca tiveram. A diretoria da Mondial precisará despertar em sua gestão. A começar substituindo o termo "RH", por Gestão de Pessoas o que é adotado nos centros acadêmicos, em vez do antigo, já em desuso. É preciso maturidade para compreender os trabalhadores como seres humanos, não como meros objetos do processo produtivo. Sua gestão escandaliza qualquer operário, sindicalista, estudante de Adm. de Empresas, etc. que revive um cenário industrial podre, típico do século XIX. Esse taylorismo medíocre precisa dar lugar às novas mudanças ou então enfrentar o movimento sindical.
    Espero que os operários de Conceição do Jacuípe compreendam seu poder e sua capacidade política dentro da organização, no que tange ao processo produtivo. Espero que não aceitem mais tanta exploração, como se estivessem recebendo um favor...
    Sucesso ao movimento!

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  2. É uma pena que alguns sintam-se constrangidos a trabalharem durante a greve. Operários já faram que estão trabalhando por coação e ameaça. Até o advogado da Mondial está ludibriando alguns. Apesar disso tudo, os que trabalham não estão aceitando as lisonjas e torcem pelo sucesso do movimento.

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  3. Até líderes da produção admitem os excessos lá dentro, mas são induzidos a agirem assim pela gerência. Temem perderem o cargo.
    Muitos operários relatam casos de exploração grave lá dentro! Existem relatos de exaustão por excesso de trabalho seguido de desmaios durante o expediente.

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  4. Muitos que trabalham com solventes e outros produtos químicos gostariam de um café da manhã. Não sei se eles têm direito a esse benefício, mas alegam que as máscaras não são eficazes para proteção respiratória. E comprometem a saúde inalando a substância em jejum. Pela lucratividade da empresa, refeições não comprometeria o rendimento bilionário que a empresa vem obtendo.
    A rotatividade de funcionários sempre foi muito alta e com a nova concorrente em Coração de Maria eles se reúnem para fidelizar a mão-de-obra. O problema é que não querem ceder nada e ainda cortaram os gastos da P.L. para diminuir o "prejuízo" do aumento do salário mínimo! Sem falar nas férias vendidas que os operários sempre foram induzidos a venderem... Um absurdo!

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  5. Se os funcionários voltarem às atividades vão perder muito. Seria bom mais do que apenas P.L.. A rotina de trabalho aí é subumana. São crimes trabalhistas diversos! Mas não acredito num diálogo. Os gestores são conservadores demais para conceder qualquer melhoria significativa. Só uma ação jurídica para obrigar a gestão, visto que os operários estão com medo de perderem o emprego ou serem retalhados.

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