terça-feira, 17 de dezembro de 2013

América Latina tem 50% de participação feminina no mercado de trabalho

Dados divulgados nesta terça-feira (17) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam que, apesar de as mulheres formarem o grupo mais afetado pelo desemprego e pela informalidade na América Latina e no Caribe, os países dessas regiões registraram em pela primeira vez este ano taxa média de 50% de participação feminina no mercado de trabalho. Segundo o Panorama Laboral da América Latina e do Caribe 2013, a taxa média está relacionada ao comportamento da demanda por mão de obra, indicador que expressa a proporção de pessoas de cada gênero incorporadas ao mercado de trabalho como ocupadas. No caso dos homens, a participação total na região chegou a 71,1% em 2013. No Brasil, a taxa relativa às mulheres ficou pouco abaixo da média regional (49,3%), mas superior ao resultado de 2012 (49%).
Os países com menor participação feminina no mercado de trabalho em 2013 foram a República Dominicana (37,9%), o Equador (44,2%) e Honduras (44,7%). As taxas mais altas foram registradas no Peru (64,7%), no Panamá (61,1%) e na Colômbia (60%). Apesar da melhora em termos de participação, o estudo indica que o desemprego de mulheres é 35% maior do que o dos homens. Dos cerca de 14,8 milhões de pessoas sem trabalho na região, 7,7 milhões são do sexo feminino (52%), com taxas de desemprego de até 20,2% na Jamaica e 13% na Colômbia.

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