segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Brasil recua em planos de energia nuclear e favorece eólica

O Brasil provavelmente recuará em seus planos de novas usinas nucleares devido a preocupações com segurança após o vazamento de 2011 no Japão, e promoverá por outro lado uma "revolução" na energia eólica, disse o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. Ele disse à Reuters que era "improvável" que o governo mantenha seus planos de construir quatro novas usinas nucleares até 2030 para atender a crescente demanda por eletricidade. Ele se recusou a informar quantas usinas serão construídas. Os comentários de Tolmasquim, parte de uma avaliação mais ampla dos planos estratégicos de longo prazo do país para geração de energia elétrica, ressaltaram as dúvidas globais quanto à energia nuclear mais de dois anos depois do terremoto seguido de tsunami que levou a um acidente na usina de Fukushima, no Japão. "Depois do Japão, as coisas foram colocadas em espera", disse Tolmasquim em entrevista na semana passada. "Não abandonamos (os planos)... mas eles também não foram retomados.
Não é uma prioridade para nós neste momento", avaliou. O Brasil ainda não iniciou o processo das unidades projetadas para ficarem prontas em 2030. A usina atualmente em construção, Angra 3, é construída com tecnologia alemã da Siemens-KWU. O Brasil, segundo Tolmasquim é o mercado para novas fontes de eletricidade confiáveis, limpas e baratas. A rede de energia do país atualmente se baseia em usinas hidrelétricas para cerca de 75% de sua demanda. Além disso, a média de preços da energia eólica no Brasil caiu de R$ 148 por megawatt-hora no fim de 2009 para R$ 110 por megawatt hora este ano. "Este é o momento da energia eólica", disse. "Houve uma revolução em termos de custos", acredita.

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