sábado, 10 de agosto de 2013

Estudo revela que internamento em UTIs pode desencadear estresse pós-traumático

Dos cerca de cinco milhões de pacientes que passam por Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) nos Estados Unidos, até 35% deles estão suscetíveis a apresentar sintomas de Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT). Os efeitos ocorrem até dois anos depois da alta, e ficam mais evidentes se o tempo de internamento nas unidades for prolongado. Problemas como pensamentos intrusivos, tendência a evitar algumas situações, oscilações de humor, insensibilidade emocional e comportamento imprudente são verificados após a internação. De acordo com o médico O. Joseph Bienvenu, da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, em Maryland, a atenção aos pacientes de UTI quando deixam o hospital fica restrita a saber se eles estão “fracos” fisicamente, mas é rara a preocupação com efeitos psiquiátricos. "Os pacientes de UTI têm lembranças vívidas de fatos que objetivamente não ocorreram", informou Bienvenu. "Eles se lembram de serem estuprados e torturados, em vez do que realmente aconteceu", quando na verdade se referiam a procedimentos dolorosos como a inserção de cateteres e acessos intravenosos.
Os pesquisadores informam que geralmente os ambientes de UTIs são aterrorizantes e indiferentes ao sono, com barulho de máquinas e alarmes, o que afeta o estado emocional dos pacientes. Ainda de acordo com o estudo, mulheres podem ser mais vulneráveis do que os homens, assim como pessoas que tem histórico de depressão. Os estudiosos identificaram ainda que as lembranças mais assustadoras podem estar relacionadas à sedação administrada com remédios como benzodiazepinas, que inclui a droga Valium, que intensifica as alucinações. Informações do New York Times.

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