quinta-feira, 25 de julho de 2013

Juntos, Dilma e Lula defendem PT, projeto e criticam oposição

A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula estiveram na noite desta quarta-feira (24) em Salvador para participar do último seminário do PT sobre os 10 anos do partido no poder no Brasil. Juntos, os dois fizeram umajornada pela história do PT, ressaltaram a importância do projeto do partido no governo e criticaram a agenda oposicionista. Para ambos, os adversários tentam apagar a história negando as conquistas da gestão petista nem que para isto tenham de distorcer totalmente discursos como os que se vêem atualmente nas ruas do país. 
Os discursos dos mais importantes petistas presentes à mesa do seminário que celebra a gestão da sigla no Brasil tiveram uma orientação comum: todos refletiram a necessidade de construir um discurso alternativo à "verdade" - por parte da oposição - de forma que isto consiga provar que há esvaziamento de realizações na última década. Este objetivo, além do mais, também é levado adiante por boa parte da imprensa brasileira, que anda de braços dados com projetos neoliberais e representantes de elites ainda inconformadas com a ascenção dos trabalhadores.
Lula falou primeiro e contou os primórdios da criação do PT e sua própria evolução de pensamento político. Segundo ele, as lições retiradas de derrotas seguidas e de como tratar a escalada ao poder deram “maturidade” à legenda para assumir a presidência em 2003. Por conta disto, foi possível transformar décadas de reivindicações de classes e movimentos populares em políticas públicas que eram inéditas até então, apesar da idade de mais de 500 anos do país. 
o ex-gestor exaltou os movimentos de rua e disse que, atualmente, a oposição tenta fazer crer que as manifestações que eclodem em todo o país desde o ano passado mostram que o povo reprova o modelo petista de governar. “Prestem atenção porque muita gente quer que as pessoas esqueçam o que fizemos nos últimos 10 anos. E não são poucas pessoas, não”, alertou. Por conta deste tipo de reação, o ex-presidente disse que assumiu o cargo sabendo que não podia errar e alertou sua sucessora que, para ela, a tolerância será ainda menor.
 
“Eu sabia que eles não dariam uma nova chance a um peão e não vão dar uma nova chance a uma mulher. Por isto, companheira, prepare-se pro embate”, ressaltou em direção a Dilma. Para Lula, há perseguição dos meios de comunicação que reproduzem o modelo de pensamento conservador e que este “odeia” muito mais a ela do que a ele próprio. “Eu achava que a imprensa não gostava de mim, mas eles não gostam mesmo é de você”.

Logo após Lula, Dilma Rousseff explicou mais detalhadamente propostas relativas aos cinco pactos que a Presidência propôs à população e que são fonte de controvérsia diária em todo o Brasil. Para ela, cada uma das proposições tem um significado na vida atual brasileira e também se relacionam às conquistas do governo petista. A chefe do Executivo afirmou que não se pode abrir mão dos pactos se o Brasil quiser avançar na direção que as ruas mostraram desde o início dos protestos.
 
Além disto, Dilma se esforçou por comparar épocas dos governos brasileiros e exaltas as últimas realizações. O trabalho, segundo ela, era necessário para que se pudesse construir o argumento de que há grande importância nestas obras e que, por outro lado, há manobras paralelas que tentam desqualificar os alcances petistas para o país. “Eu fiz questão de elencar todos esses dados porque quero se crie um 'pacto pela verdade' histórica e política neste país”.
 
A petista acrescentou ainda que cada militante do partido tem a obrigação de ressaltar o que o atual e o último governo conquistaram para a nação. O objetivo, ela acredita, é que se mantenha viva a memória das profundas transformações realizadas e que os opositores tentam apagar. “Que é para quando disserem que a inflação está fora de controle, saberem que não é verdade. Estamos vivendo o 10º ano seguido de controle da inflação. Em 1999, a inflação estava em 8,94%, quando a meta era entre 4,5% e 6,5%”, detalhou.
 
Dilma afirmou acreditar que a oposição tenta usar os manifestantes brasileiros com um discurso de que os protestos populares marcam que, desde 2003, nenhum tipo de melhoria ocorreu no país. “Eles tentam fazer acreditar que atualmente estamos no marco zero, que nada foi feito antes e que agora eles é que vão fazer. Mas as mudanças não são de agora, já é um longo processo que completa 10 anos”, declarou. Ela diz não acreditar que as passeatas desejem a volta a uma situação anterior à atual e que, mais do que antes, os protestantes precisam ser vistos como o que criou a essência do PT: desejo de conquistas que geram desejos por mais conquistas no futuro. Informações Bocão News

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