segunda-feira, 22 de abril de 2013

Pugilistas baianas são cortadas da seleção e ‘detonam’ presidente da CBBoxe


As duas pugilistas baianas representantes do boxe feminino nos Jogos Olímpicos de 2012 foram cortadas da seleção brasileira. Adriana Araújo, medalhista de bronze em Londres e Érika Matos, além da campeã mundial de 2010, Roseli Feitosa, foram pegas de surpresa e, como não fazem mais parte da equipe verde e amarela, perderam a renda que recebiam da Petrobras - patrocinadora dos atletas da Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe).

O fato revoltou as pugilistas. Adriana, que já criticou abertamente a entidade, acredita em uma retaliação do presidente Mauro José da Silva. Em entrevista ao Globoesporte, a baiana nega versão de que teria se apresentando, em janeiro, muito acima de seu peso.

“Fiquei sabendo que fui cortada por incompetência técnica e falta de comprometimento. Luto há 12 anos na minha categoria e nunca tive problemas com peso. Na verdade, é uma perseguição desse presidente comigo, com a Érika e com a Roseli. Porque a gente abre a boca e fala a verdade. Ele está usando da autoridade dele. É uma retaliação, uma falta de respeito”, relatou a baiana ao site esportivo.

Adriana ficou sabendo que estava fora da seleção quando viu que não recebeu o pagamento do patrocínio. A baiana ainda teme perder o bolsa-atleta, programa do Governo Federal de auxílio a atletas de alto rendimento, uma vez que não participará de competições.

 “Isso tem que mudar. Ele é o presidente, mas tem gente acima dele. É duro ouvir um homem que nunca foi lutador dizer que sou uma merda. Espero que o ministro Aldo Rebelo tome conhecimento disso. Não sou qualquer atleta. Sei do meu talento. Não esperava passar por isso depois de ter sido medalhista olímpica. Não recebi nenhuma lista de corte ou uma carta para a minha federação na Bahia. É uma falta de respeito. Ele é um ditador e não tem respeito por ninguém. Não tem amor ao boxe”, disparou a pugilista.

A outra baiana envolvida no caso, a boxeadora Érika Mattos, também não engoliu o fato de ter sido cortada por nível técnico.
 
“Eu não sabia que ia ser cortada. Falaram que a Adriana estava cortada pela questão de peso e eu porque não tinha nível técnico. É entristecedor. As pessoas não sabem o quanto é difícil chegar a uma Olimpíada. Na minha categoria só tinham 38 atletas do mundo todo. Tive de ficar entre as três melhores da América para chegar lá. Como falam que não tenho nível técnico? Fiquei oito anos invicta. A pessoa cai de paraquedas e destrói o nosso sonho. Eu tenho o sonho de conquistar uma medalha olímpica e tiraram isso de mim”, disparou a representante do país na categoria 51kg em Londres 2012.

BOCAO NEWS

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