quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Prestes a entrar no PT, José de Abreu quer defender legalização da maconha se for deputado

A imagem do ator José Abreu entre ao lado da à época recém-eleita presidente Dilma Rousseff intrigou muita gente, que desconhecia a proximidade do artista com a alta cúpula petista. De janeiro de 2010, quando Dilma foi empossada, até hoje, muita coisa mudou na vida do ator, que descansou em Cuba no período de carnaval antes de retornar aos palcos com a peça "Bonifácio Bilhões", cujo tema central é a ética. Em entrevista ao jornal O Globo, José de Abreu, de 68 anos, que está prestes a se filiar formalmente ao PT, falou sobre o desejo de ser candidato a deputado federal pelo Rio e as bandeiras que vai defender caso seja eleito, entre elas a legalização da maconha e do aborto. Abreu, que é amigo de José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, critica o julgamento do mensalão. “Mensalão é uma palavra idiota. Mensalão é o quê? Sabatina mensal? Mensalão significa que (os deputados) ganhavam dinheiro para votar (a favor de projetos do ex-presidente Lula no Congresso)? Quais foram essas leis votadas? Quantas vezes por mês foram dado dinheiro aos deputados? Qual é a relação do dinheiro teoricamente dado e a lei e votada a favor do PT? Nenhuma”, afirma Abreu. Segundo ele, “há muita coisa para se discutir”. Apesar de qualificar como “idiota” o termo, o ator ressalta que “o mensalão tucano(processo ocorrido em 1998, na campanha à reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo de Minas, que envolve personagens e características semelhantes ao caso julgado no STF com réus petistas) é muito anterior e não foi julgado” e questiona: “Por que o José Dirceu é julgado em última instância sem ter uma instância intermediária? Ele não tem foro especial”.

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