sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Mercado Modelo completa 101 anos neste sábado (02)


No dia 02 de fevereiro, sábado, o Mercado Modelo completa 101 anos. Para comemorar a data, a Associação dos Comerciantes do centro comercial da velha Bahia, convida baianos e turistas para a tradicional missa, às 9hs da manhã, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição (padroeira do mercado). Terminada a missa, um cortejo, com a participação de autoridades, ganhará as ruas em torno do prédio. Os restaurantes Maria de São Pedro e Camafeu de Oxossi participarão das homenagens com seus quitutes.

Situado no bairro do Comério, uma das zonas comerciais mais antigas e tradicionais de Salvador, constitui-se em importante atração turistica. Cenário de rara beleza, o prédio está às margens da Baía de Todos os Santos, é vizinho do Elevador Lacerda e cravado no Centro Histório. Abriga duzentas e sessenta e três lojas que oferecem a maior variedade de artesanato, presentes e lembranças produzidas na Bahia, contando com dois dos mais tradicionais restaurantes de culinária baiana, o Maria de São Pedro o Camafeu de Oxossi.

Inaugurado em 1912, o Mercado Modelo surgiu da necessidade de um centro de abastecimento na Cidade Baixa de Salvador. Entre a Alfândega e o largo da Conceição, constituia-se em um centro comercial onde era possível adquirir itens tão variados como hortifrutigranjeiros, cereais, animais, charutos, cachaças eartigos para o Candomblé.

Em 1969 foi vítima do mais violento incêndio de sua história, a tal ponto que se tornou necessária a demolição do antigo imóvel. A partir de 2 de fevereiro de 1971, passou a ocupar o edifício da 3º Alfândega de Salvador, uma construção de 1861 em estilo neoclássico, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Naciona (IPHAN). No local, onde funcionava o primitivo Mercado, foi erguida uma escultura de Mário Cravo Junior. Um novo incêndio que lhe destruiu as instalações levou a uma extensa reforma do edifício, em 1984, permitindo a sua reinauguração.

A canção "Mercado Modelo", de parceria entre Antônio Carlos, Jocafi e Ildázio Tavares, lamenta na sua letra o incêndio de 1969 que destruiu o prédio original. A música foi gravada, em 1973, pela cantora Vanusa.

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