quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Coité: Prefeito diz que município poderá ficar ‘ingovernável’


O prefeito de Conceição do Coité, Francisco de Assis (PT), responsável por impor uma derrota ao grupo que governava o município do nordeste baiano há 50 anos, determinou a realização de uma auditoria logo após ser empossado no último dia 1º de janeiro. De acordo com o gestor, o resultado do levantamento, divulgado nesta quarta-feira (27), apontou diversas irregularidades deixadas pelo seu antecessor, Renato Souza (PP), que é acusado pelo petista de tentar inviabilizar a nova administração para atingi-lo politicamente. “Um dos principais problemas é a formatação de dados armazenados em computadores, inclusive informações sobre as matrículas dos estudantes da rede pública municipal, o que atrasou o início das aulas no município. A rede local do prédio da prefeitura foi totalmente apagada, os HDs das máquinas da Secretaria de Educação foram trocados e os computadores do Centro de Referência à Mulher foram danificados. Relatório técnico mostra que peças originais danificadas não foram repostas ou trocadas por modelos inferiores”, condenou em nota enviada à imprensa. Segundo Assis, só o pagamento dos débitos junto à Previdência Social consumirá R$135 mil por mês do montante renegociado, mais outra parcela de R$9,1 milhões de dívida em aberto sem renegociar e o pagamento da despesa do mês que gira em torno de R$ 700 mil. "Vou gastar aproximadamente R$1 milhão só com o INSS", informou. Ainda segundo o alcaide, centenas de funcionários públicos ficaram sem receber os salários de dezembro e um terço das férias de 2011 e 2012. Na educação, o impacto teria sido maior porque os professores só receberam 60% do salário base em 11 de janeiro de 2013, quando o novo prefeito passou a movimentar as contas da gestão. Já o secretário municipal da Administração e Planejamento, Kleuber Cedraz, afirmou que foi informado pela empresa de telefonia OI que existem 84 contratos de linhas telefônicas e internet Velox em nome da prefeitura. Dentre os contratos, tem canais de áudio para emissoras de rádio de Coité e Serrinha, inclusive número com DDD 71, pagos com dinheiro público.

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