segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Às vésperas do conclave, cardeal é denunciado por "relacionamento inapropriado" com padre


Além disso, o cardeal Keith O'Brien, é acusado de praticar 'atos inapropriados' com outros três membros e ex-integrantes da Igreja.
Um cardeal da Grã-Bretanha que irá participar do conclave para eleger o novo papa após a renúncia de Bento XVI está sendo acusado de ter realizado "atos inapropriados" com três padres e um ex-padre na Escócia. De acordo com o jornal The Guardian, o Vaticano confirmou neste domingo (24) que recebeu as quatro alegações escritas sobre o caso. "O papa foi informado sobre o problema e a questão está em suas mãos agora", declarou um porta-voz do Vaticano. 
O cardeal Keith O'Brien é líder da Igreja Católica na Escócia e tem sua aposentadoria programada para meados de março, após o conclave. Apesar disso, os responsáveis pela acusação exigem a resignação imediata de O'Brien por causa dos atos que teriam sido cometidos na década de 80. Um dos padres, inclusive, afirma que o cardeal desenvolveu um relacionamento inapropriado com ele, o que resultou na necessidade de aconselhamento psicológico durante um longo período.

As denúncias foram feitas uma semana antes da divulgação da renúncia do papa Bento XVI e os padres envolvidos acreditam que, com o conclave, é possível que a Igreja Católica não trate completamente os problemas relatados. "Ela tende a esconder e proteger o sistema a qualquer custo", declarou um dos reclamantes ao jornal The Guardian, "A igreja é bela, mas existe um lado negro e isso tem a ver com impunidade".

Ainda neste sábado (23), o Vaticano teve que lidar com mais uma questão polêmica ao rejeitar as acusações de um jornal italiano que afirmava que a renúncia do papa Bento XVI foi motivada pela descoberta de um esquema de "lobby gay" na Igreja Católica.

Último Angelus
O Papa Bento XVI deu a bênção final de seu pontificado neste domingo (24) da janela de seu apartamento para os aplausos de dezenas de milhares de pessoas na Praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano. O papa disse que, apesar de ele estar renunciado de seu papado, o primeiro papa em 600 anos a fazer isso, ele não “está abandonando a Igreja”.

Ele afirmou que, ao invés disso, ele servirá à Igreja com a mesma dedicação que teve até agora, mas fará isso de uma maneira “mais adequada à minha idade e minha força”.

Bento XVI, de 85 anos, passará seus últimos anos rezando, meditando e em reclusão em um monastério na Cidade do Vaticano, na Itália. O papa fará mais uma aparição publica na próxima quarta-feira (27) na Praça de São Pedro. As informações são do Estadão Conteúdo.

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