quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Carlos Martins critica entrada do PT na prefeitura de Candeias


O ex-secretário de Fazenda do governo Wagner, Carlos Martins, criticou a entrada do PT na prefeitura de Candeias após um acordo feito entre a executiva municipal e o alcaide Sargento Francisco (PMDB) na semana passada. Em entrevista ao Bocão News, o petista considerou a atitude do partido “equivocada”, “prematura” e disse permanecer contra a decisão independente de seu resultado futuro.
 
Martins foi o terceiro colocado nas eleições de outubro na cidade e disse que, exatamente pela candidatura petista ter sido a primeira a romper com a polarização das duas famílias que costumavam comandar a cidade, esperava uma atitude mais combativa por parte da legenda na cidade. Ele considera que com menos de 30 dias da nova gestão, não há mudança em Candeias que justifique uma adesão tão rápida.
 
“Não é que eu seja contra o Sargento Francisco. Só considero que o governo não promoveu nenhuma mudança em relação à gestão caótica que dominava a cidade. O prefeito tem uma série de denúncias ainda não esclarecidas relativas a compra de votos, má execução fiscal, contratações irregulares, além da questão com o PMDB. Acho que o partido deveria manter uma atitude de independência, pois a cidade ainda precisa de muita coisa para melhorar”, analisou o ex-secretário.
 
Em última análise, Carlos Martins avaliou que o PT pode estar cometendo um “grande equívoco” também ao aceitar nomear secretarias municipais. O candidato derrotado atesta que as secretarias de Habitação e Transportes não têm capacidade para promover verdadeiras mudanças na cidade. “Habitação não tem estrutura para atuar. Transportes sequer foi criada ainda. Como é que o partido vai promover melhorias em Candeias assim?”, pondera. 
 
Uma possível entrada do prefeito de Candeias no PT também foi alvo dos comentários de Martins. Em sua análise, é difícil imaginar que Sargento Francisco aceite entrar no partido, uma vez que há estrutura e debates que obrigam qualquer filiado a se submeter à sua estrutura independente de seu calibre político. Para o ex-secretário, Francisco deseja ingressar em uma legenda que possa controlar.

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