sábado, 22 de dezembro de 2012

"Só existe uma possibilidade de me derrotarem: trabalhar mais do que eu. Disse Lula


"Só existe uma possibilidade de me derrotarem: trabalhar mais do que eu.

Se ficar um vagabundo numa sala com ar condicionado falando mal de mim, vai perder", disse o ex-presidente. discurso no sindicato dos metalúrgicos do ABC durou 40 minutos; gritos de "Lula é meu amigo, mexeu com ele mexeu comigo" davam o tom do evento; ato de desagravo na posse de novo presidente da entidade estabeleceu primeiro momento da campanha do próprio Lula; a governador de São Paulo?; ou a presidente?

Se havia alguma dúvida, não há mais. O ex-presidente Lula está em campanha política. A intenção ficou clara na posse do novo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, berço político de Lula. Durante 40 minutos, em discurso, ele deixou claro que não tem mesmo intenção de aceitar calado as denúncias contra ele próprio e seu governo.
"Só existe uma possibilidade de me derrotarem: trabalhar mais do que eu. Se ficar um vagabundo numa sala com ar condicionado falando mal de mim, vai perder", afirmou Lula, sob aplausos. Com disposição de candidato, só não se sabe, ainda, se ele concorrerá ao governo de São Paulo, como sugeriu o marqueteiro João Santana, ou a presidente da República mesmo. As duas eleições são em 2014, na mesma data.

Lula fez elogios ao próprio governo e à presidente Dilma Rousseff. Ele pediu otimismo aos brasileiros diante da crise internacional. "Temos que pensar da forma mais positiva possível. Não é porque nosso vizinho está doente que a gente vai ficar doente. Não é porque a Europa está em uma crise que a gente tem que entrar em crise", disse.

O ato contou com a presença de políticos do PT, PC do B e do presidente da UNE, além de sindicalistas e integrantes de movimentos sociais e acabou virando mais uma manifestação de desagravo ao ex-presidente. Os sindicalistas exibiam faixas com a inscrição "Lula é meu amigo, mexeu com ele mexeu comigo".

Os apoiadores do ex-presidente, entre eles membros da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), também gritavam “um, dois, três, é Lula outra vez”. O novo ato de desagravo se segue à manifestação de oito governadores que foram ao Instituto Lula prestar solidariedade ao ex-presidente, e a um ato de apoio organizado por deputados na Câmara.

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