quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Portugal e Espanha enfrentam GREVE GERAL


Trabalhadores da Espanha e Portugal iniciaram nesta quarta-feira (14) uma greve geral de 24 horas contra as medidas de austeridade que os governos adotaram para tentar superar a crise econômica - que os sindicatos dizem ter provocado pobreza e aprofundado a crise econômica da região.
Milhões de pessoas aderiram às greves. Na Espanha, as principais cidades do país serão cenários de piquetes durante o dia. Vinte e oito pessoas foram detidas e 12 ficaram feridas em incidentes no início da manhã, informou o ministério do Interior.
A greve foi convocada pelos dois principais sindicatos do país, a União Geral de Trabalhadores (UGT) e as Comissões Operárias (CO).
Trabalhadores espanhóis e portugueses realizaram a primeira greve geral coordenada e sindicatos de Grécia, Itália, França e Bélgica também planejam paralisações ou manifestações como parte do "Dia Europeu de Ação e Solidariedade".
Na Espanha, o consumo de energia caiu 11%, à medida que fábricas desligaram suas linhas de produção.
Em Portugal, várias atividades eram afetadas pela greve geral contra o governo de centro-direita.
Os transportes estavam paralisados ou com serviços reduzidos na capital Lisboa. Os trens  estavam praticamente sem funcionar e o metrô ficou fechado. Funcionários do setor de saúde também aderiram à greve.
Cerca de 5 milhões de pessoas, ou 22% da força de trabalho, são sindicalizadas na Espanha. Em Portugal, cerca de um quarto da força de trabalho de 5,5 milhões é sindicalizada.
Os sindicatos planejam comícios e passeatas em várias cidades de ambos os países, com uma grande manifestação em Madri marcada para começar às 18h30 (15h30 do horário de Brasília).
Crise
Credores internacionais e alguns economistas dizem que os programas de aumento de impostos e cortes de gastos são necessários para colocar as finanças públicas de volta num caminho saudável após anos de gastos excessivos.
Apesar de vários países do sul da Europa terem sofrido explosões de violência, um protesto coordenado e eficaz regional contra a austeridade ainda não ganhou força e os governos até agora basicamente conseguiram manter suas políticas.
A Espanha, onde a crise elevou o desemprego a 25%, tem visto alguns dos maiores protestos e o primeiro-ministro Mariano Rajoy está tentando evitar ter que pedir um ajuda europeia, que poderia exigir cortes orçamentários ainda maiores.
Os espanhóis estão furiosos que os bancos tenham sido resgatados com dinheiro público, enquanto as pessoas comuns sofrem. Uma mutuária espanhola cometeu suicídio na semana passada enquanto oficiais de justiça tentavam despejá-la de sua casa por falta de pagamento da hipoteca.
Em Portugal, que aceitou uma ajuda da UE no ano passado, as ruas têm ficado mais calmas, mas a oposição pública e política à austeridade é clara, ameaçando arruinar novas medidas pretendidas pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.
Seu governo de centro-direita foi forçado a abandonar um aumento planejado de encargos trabalhistas diante de enormes protestos populares, mas o substituiu por mais impostos. Informações G1



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