domingo, 23 de setembro de 2012

PAI CONVENCE TSE PARA O FILHO NÃO SER CANDIDATO EM LINDÓIA


O Tribunal Superior Eleitoral barrou, na noite desta quinta-feira (20), a candidatura do concorrente a prefeito Luciano Lopes (PDT), que havia sido impugnada a pedido do pai dele, o atual prefeito de Lindóia (SP), Justino Lopes (PSDB), que disputa a eleição em chapa concorrente à do filho. Com a decisão, o PDT fica obrigado a substituir o candidato e lançará o vice, Pedrinho Tortelli, como cabeça de chapa.
O voto do relator do caso, o ministro Marco Aurélio de Mello, foi favorável à liberação da candidatura. Ele alegou que, apesar do grau de parentesco, pai e filho são “inimigos políticos” e, portanto, não deveria se aplicar o artigo da constituição que torna inelegível o cônjuge ou parente de governantes, que queira disputar a sucessão do parente no mesmo cargo.
“A literalidade da lei não pode acompanhar a riqueza que a vida é capaz de oferecer”, argumentou o ministro, que pediu que os colegas não levassem o texto da constituição à literalidade e liberassem a candidatura de Luciano, por este ser inimigo político do pai.
Apesar da argumentação do relator, todos os demais ministros votaram contrários ao recurso e a candidatura foi indeferida.
Luciano informou, por telefone, que recebeu com tristeza a notícia, mas que manterá a chapa com o seu vice, Pedrinho Tortelli (PDT), que agora será oficializado como candidato a prefeito. Entrará como candidato a vice o também pedetista Gustavo Cózaro.
"A gente tem que respeitar a decisão da Justiça. Não conversei com meu pai depois da decisão. A gente se respeita e, fora da política, não temos um convívio diário, mas nos falamos em dia dos pais e aniversário", disse.
O prefeito Justino Lopes (PSDB) estava em visita à zona rural da cidade durante a noite desta quinta e, até a publicação desta reportagem, ele não havia recebido a notícia da decisão do TSE, segundo a primeira-dama, Vanessa Cristina de Souza Lopes. Por telefone, Vanessa, que é madrasta de Luciano, disse que a rivalidade de pai e filho se restringe à política.
“Não existe rivalidade. Eles são pai e filho. Justino tem um convívio com ele (Luciano) na medida do possível”, disse.
Anteriormente, na ocasião do indeferimento em primeira instância, o prefeito enviou resposta por e-mail ao G1, com sua versão para o caso. “Não fui eu quem trilhei esse caminho, entendo que estamos em lados opostos somente na política", disse.

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