domingo, 9 de setembro de 2012

DESCONTO NA CONTA DE LUZ VAI FOLGAR ORÇAMENTO DAS FAMÍLIAS


Se você acompanhou os noticiários sobre as medidas do governo federal para reduzir a conta de energia elétrica no país deve ter se perguntado o que uma economia de 16,2% na conta de luz pode significar no seu orçamento.
A resposta vem nos últimos números do IBGE sobre o orçamento das famílias: em média, a conta de energia representa 2,3% de todo o rendimento de uma família, podendo chegar a 3,5%, no caso de famílias com renda de até dois salários mínimos, que não estejam inseridas no programa de tarifa social.
Isso quer dizer que a redução da energia significa uma economia de até 0,56% por mês no orçamento familiar.
A desoneração valerá a partir de 2013, para as residências e para todos os consumidores com tensão entre 110 e 240 Volts, ou seja, pequenos comércios, empresas de porte reduzido e edifícios ligados à rede.
Na segunda-feira, o ministro Edison Lobão se reúne com a presidente Dilma para acertar os detalhes do programa, que serão anunciados na terça, em solenidade no Palácio do Planalto. “O desconto parece pequeno, mas é um custo a menos para o trabalhador, e toda desoneração é importante para a economia”, opina o economista Moisés Conde, especialista em finanças pessoais.
Também economista, Augusto Saboia avalia que o governo deve dar seguimento às reduções tributárias. “É importante que esse seja apenas o primeiro passo. Nosso custo de vida ainda é muito elevado em relação aos outros países”.
E que tal guardar o dinheiro que sobrar da conta de luz para comprar um ventilador ou ar- condicionado? Segundo Saboia, esse será um dos movimentos possíveis do consumidor residencial. O que é bom em dois sentidos. “Se aumentar a venda de ar- condicionado, vai movimentar a indústria de peças, empregar mais pessoas para fazer a instalação. Além disso, ele avalia que a maioria das casas no Brasil não tem nenhum conforto térmico. “Se estiver fazendo frio, você morre de frio. E se o dia estiver quente, você morre de calor”.
Indústria
Mas, para Moisés Conde, o impacto mais importante na redução dos custos da energia será mesmo na indústria, que terá sua conta desonerada em até 28%, como no caso dos consumidores mais intensivos, como siderúrgicas.
Apesar disso, ele acredita que a diminuição dos custos não será repassada para o consumidor. “A história tem mostrado que as reduções não estão sendo totalmente repassadas, como a questão dos juros, que baixaram, mas continuam altos para o cidadão”.
Ele explica que a redução da conta de energia de consumidores residenciais e industriais não foi pensada de maneira isolada. “Para incentivar o crescimento da economia no país, essas medidas têm que funcionar em conjunto com outras, como a redução do IPI, a desoneração da folha de pagamento e o aumento do imposto de importação”, cita.
Mesmo com essas medidas, a recuperação da indústria brasileira ainda não foi sentida. O PIB do segundo trimestre, divulgado na semana passada, mostrou uma retração de 2,5% no setor. E, pelo menos até o momento, a expectativa de uma aceleração mais robusta a partir do terceiro trimestre não é sustentada pelos empresários da indústria.
Segundo eles, a recuperação da demanda registrada desde o início de julho é discreta e sazonal, ou seja, não difere da variação vista em outros anos nesse mesmo período. As informações são do Correio.

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