sábado, 25 de agosto de 2012

PARTICIPAÇÃO DE MULHERES NAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS CRESCE 85% EM RELAÇÃO A 2008

A participação de mulheres nas disputas eleitorais das cidades brasileiras avançou 85,8% este ano em relação ao pleito anterior, de 2008, considerando os cargos eletivos de prefeito, vice-prefeito e vereadores. Dos 480.131 candidatos este ano, 150.982 são do sexo feminino, o que corresponde a 31,4% do total.
Segundos informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do total de candidatos que concorrem a prefeituras, 1.942 ou 12,5% são mulheres. Entre os que pleiteiam a vice-prefeitura, o sexo feminino corresponde a 17,2% ou 2.709.
No mesmo sentido, 32,5% dos que pretendem ocupar uma vaga nasmaras são mulheres, totalizando 146.331 candidatas. Com isso, pela primeira vez o número de candidatas mulheres para o cargo de vereadora ultrapassa o mínimo exigido pela lei (30%).
Para Maria do Socorro Braga, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), o maior número de mulheres na política iniciou a partir da exigência legislativa de que o sexo feminino correspondesse a uma parcela das legendas dos partidos. “Essa atitude está induzindo os partidos a atraírem o público feminino. Agora, eles precisam delas constitucionalmente.”
Maria do Socorro acredita que o aumento da demanda social pelos movimentos feministas também foi responsável por essa tendência, que as mulheres vislumbraram na política uma possibilidade de exigir a inclusão e o cumprimento dos direitos de igualdade. “Ainda assim, em termos de representatividade, estamos bem longe dos 50%, que representaria uma disputa igualitária.”
De acordo com Frederico de Oliveira Henriques, professor da faculdade de Ciências Sociais da PUC-Campinas, desde o início do processo de democratização, tem se tentado estabelecer essa conjuntura. Os especialistas acreditam que o fato de termos uma presidente mulher incentivou que mais mulheres se interessassem por obter uma participação no Poder Executivo.
“Estamos realizando uma curva crescente se compararmos a participação da mulher no governo. Com a eleição de Dilma Rousseff , e os 20 milhões de votos para Marina Silva, é possível afirmar que o brasileiro quebrou muitos tabus machistas”, conclui Maria do Socorro, relacionando ao fato de a escolha de Dilma ter acontecido em função do apoio que recebeu do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva . As informações do Folha

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