sexta-feira, 23 de março de 2012

DOIS RIOS BAIANOS ESTÃO ENTRE OS DEZ MAIS POLUIDOS DO PAÍS

Dois rios baianos - de 49 avaliados pela Fundação SOS Mata Atlântica em 11 estados brasileiros - estão entre os 10 mais poluídos do país. Realizado entre janeiro de 2011 a março de 2012, a pesquisa, divulgada nesta quinta, 22, no Dia Mundial da Água, atestou que nenhum dos rios monitorados conseguiu a soma necessária para alcançar os níveis “bom” ou “ótimo”. Ao todo, 75,5% foram classificados como “regular” e 24,5% no nível “ruim”.
Na Bahia, foram avaliados sete rios. Destes, o Rio Itapicuru Mirim, no município de Jacobina (BA), com 24 pontos, teve o segundo pior desempenho da análise "superado" apenas pelo Rio Criciúma, na cidade de Criciúma (SC), que obteve 23 pontos. Em situação semelhante se encontra o Rio Catu, em Catu, Região Metropolitana, a 78 Km de Salvador, Catu, na língua tupi-guarani, significa “bom”. Ironicamente, o rio teve um “ruim” (26 pontos) na sua classificação na pesquisa. Na análise, os técnicos da Fundação SOS Mata Atlântica encontraram nos rios Itapicuru Mirim e Catu, entre outras coisas, plásticos e papel acumulado nas margens, mau cheiro, ausência de peixes e um alto índice de coliformes.
Ao percorrer os poucos mais de 4 km do Rio Catu, na parte em que “corta e margeia” o centro da cidade, é notório observar que boa parte da poluição está relacionada ao esgoto doméstico, lançado diretamente ao rio.
“É olhar. O esgoto das casas e de empresas vai diretamente para o rio. O pessoal chega e ainda joga entulhos. Não se tem consciência ambiental alguma”, reclama o agente de portaria Ginalvo Ramos.
Por sua vez, o Rio Itapicuru Mirim em Jacobina, o segundo mais degradado entre os 49 avaliados, deve passar por revitalização ainda este ano. A informação é do secretário municipal de Agricultura, Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Roberto Oliveira Amorim. Segundo ele, todo o esgoto da cidade é jogado no rio anos, o que justifica o alto índice de poluição.
A revitalização, em parceria com o governo do Estado, teve início em obras de saneamento, nas quais o esgoto será canalizado para uma central de tratamento de água e não mais para o rio. “Após tratada a água é devolvida para o rio. Estamos com cerca de 40% das obras concluídas”.
As informações são do A Tarde.

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