quinta-feira, 30 de junho de 2011

HOSPITAL EMEC E SÃO MATHEUS SUSPENDEM ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA NO DIA 1º DE JULHO

Atualmente, os hospitais estão arcando com as despesas desses profissionais, mas alegam não ter condições de manter o pagamento, que é de responsabilidade dos planos de saúde.
Os dois maiores hospitais privados de Feira de Santana, São Matheus e Emec, decidiram suspender o atendimento de urgência e emergência a partir da próxima sexta-feira (1). Essa medida é resultado do impasse existente entre as unidades e os planos de saúde, em relação a remuneração dos médicos que trabalham em regime de sobreaviso.
Os hospitais já anunciaram a suspensão do atendimento outras duas vezes, o que não foi concretizado. O médico Arlindo Mendes, um dos diretores do Hospital São Matheus, falou na manhã desta quarta-feira (19) no Programa Acorda Cidade que as negociações estão sendo feitas há quatro meses e não foi possível, até o momento, firmar um acordo que contemple as duas partes.
Em 2008, o Conselho Federal de Medicina, assegurou aos médicos, o direito de receberem pelo período em que ficam sobreaviso, ou seja, os médicos ficam em casa e, se solicitados pelo hospital, devem comparecer para prestar o atendimento.
“Por exemplo, um paciente chega no hospital precisando de uma cirurgia de urgência. O médico plantonista é acionado para atendê-lo. Porém, se não tiver atendimento nenhum enquanto o médico estiver de sobreaviso, ele não recebe remuneração nenhuma. O profissional perde o momento com a família para trabalhar de graça”, afirmou Arlindo.
Atualmente, os hospitais estão arcando com as despesas desses profissionais, mas alegam não ter condições de manter o pagamento, que é de responsabilidade dos planos de saúde.
Perguntado pelo radialista Dilton Coutinho se o hospital poderá responder por crime de omissão de socorro, Arlindo Mendes respondeu que “o pronto-socorro estará fechado, com faixas informando a situação. Portanto, se a população tiver que reclamar com alguém, é com os planos de saúde. Mas, esperamos que a situação seja resolvida até o dia primeiro e essa medida não precise ser tomada”, concluiu.(Acorda Cidade)

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